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Está nascendo a rastreabilidade para os Feijões, por Ibrafe

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Mercado de Feijão estável, com vários negócios acontecendo entre R$ 300 e R$ 340 para o Feijão-carioca. Para o Feijão-preto, uns poucos lotes que estão sendo colhidos no Paraná se mantêm ao redor de R$ 320/330, FOB fazenda. Em reunião virtual realizada ontem, diversos empacotadores ouviram a respeito do que poderá ser o primeiro passo em busca da rastreabilidade. Os empacotadores de Feijão de todo o Brasil têm percebido o nível de exigências do consumidor aumentando.

Não é raro que os consumidores liguem nos números de SAC - Serviço de Atendimento do Consumidor - para saber detalhes sobre o Feijão que está empacotado. É cada vez mais frequente que redes de supermercados citem o setor de FLV - Frutas Legumes e Verduras - como exemplo de setor que está se organizando para dar maior segurança alimentar ao consumidor. E como fazem isso? Através de software de gestão de informações.

Nele o produtor coloca o caderno de campo que já é utilizado para racionalizar as aplicações de tudo que foi recomendado pelo agrônomo. Este mesmo caderno é utilizado digitalmente e de maneira simples para agregar as informações. Os empacotadores têm se perguntado como vão ter um produto separado por lote recebido de cada produtor. Na verdade, as marcas com maior distribuição já têm sistemas próprios de monitoramento, inclusive de análise de resíduos. Nestas análises, na medida em que vem aumentando o volume de amostragens, o custo vai se tornando assimilável. Este tipo de cuidado não é extremismo de supermercados ou das próprias marcas. 

O Ministério da Agricultura está sendo cobrado também para que a produção de alimentos não somente aumente de volume, mas também que isso seja feito com garantia de qualidade. A razão disso é que normas internacionais precisam ser atendidas, aqui e no exterior. É necessário que se saibam detalhes de sua origem e isso implica em saber quem foi que produziu, que produtos aplicou, em que região do país e sob que condições foi produzido.

Recentemente vimos os escândalos com o azeite de oliva, que destacou o grau de risco para a saúde de todos o fato de que as misturas eram enormes e não somente o consumidor era prejudicado por pagar por azeite de oliva e levar óleo de soja, como em muitos casos colocava em risco a saúde de todos. Com 3 milhões de toneladas de Feijão produzidas e consumidas no país, é bastante lógico que tenhamos que saber em que condições o produto está sendo empacotado. Há ainda, em algumas regiões, pequenas empresas onde se combate o rato com gatos que dormem sobre a sacaria. Condições de higiene zero.

Não podemos imaginar fazer ações para aumentar o consumo sem antes fazer o dever de casa. Todos precisam atender às normas da ANVISA na origem e no processo do Feijão. Tendo em vista essas novas exigências, aproveite e esteja entre os primeiros a atendê-las. Nada mais são do que aquilo que produtores conscientes já fazem. Sendo você produtor ou empacotador, e mesmo os que consolidam os lotes como cerealistas e cooperativas, todos podem acessar o sistema que o colocará frente a frente com os compradores que estão à procura de produto com origem. Basta entrar em contato com o IBRAFE e iremos conectar você com estas novidades.

Fonte: Ibrafe

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